Desde 1972, reunindo famílias ao redor da mesa

Onde tudo começou

No coração da Serra Gaúcha, em 1972, os colonos alemães e italianos viviam de um jeito que o mundo moderno ainda não havia aprendido a nomear: com generosidade. Ofereciam de bom grado o que tinham de melhor: o queijo curado envolto em pano de prato bordado, a schmier feita no fogão a lenha, as cucas douradas com frutas do pomar de casa.

Foram esses gestos afetuosos que emocionaram um dentista que atendia essas famílias no interior. A cada visita, era recebido com uma mesa farta, um gesto de hospitalidade que ficaria marcado. Foi esse acolhimento que fez nascer uma ideia: reunir o melhor das culinárias alemã, italiana e portuguesa em um único lugar, que ganharia o nome de Café Colonial.

Selo Cafe 1

O início do 1º Café
Colonial do Brasil

O Bela Vista abriu suas portas em 1972, sendo considerado o primeiro café colonial do Brasil. Desde então, apresenta suas famosas receitas que prestigiam a culinária dos imigrantes italianos, alemães e portugueses. A tradição de servir uma mesa farta e saborosa foi liderada por Lira, a primeira doceira do café colonial e Osmindo, o primeiro garçom, que tratava o café como a própria casa. Ele conhecia cada mesa, cada cliente que entrava pela porta e cada pedido que chegava. 

Lira dava alma à cozinha, enquanto Osmindo levava esse acolhimento até a sala. O casal logo se tornaria proprietário do Bela Vista, podendo exprimir todo seu talento com receitas que encantam há mais de cinco décadas.

As receitas de
Dona Lira

Para dar vida à ideia, esse dentista convidou Lira Caliari como sua primeira doceira. Aos 16 anos, ela havia deixado a cidade natal e ido a Gramado traduzir em receitas o acolhimento que aprendera em casa. Dona Lira não precisava de um livro, contava com algo ainda mais precioso: a memória. Desde criança, na cozinha com a mãe Eli e as tias Olga e Adelina, havia aprendido que cozinhar era uma forma de amar. 

As medidas eram em punhados, pitadas e olhares sobre a panela, que diziam, sem números, mas com um aroma inconfundível, o que ainda faltava. E, ao seu lado, Osmindo acompanhava de perto essa dedicação, o parceiro que levaria à mesa o mesmo cuidado que Lira colocava em cada receita.

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